PF faz operação contra desembargadores suspeitos de venderem sentenças
O STJ determinou o afastamento dos cinco magistrados alvos da investigação
A Polícia Federal cumpre, nesta quinta-feira (24), 44 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra cinco desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul suspeitos de vendas de sentenças. As medidas são cumpridas em Campo Grande (MS), Brasília (DF), São Paulo (SP) e Cuiabá (MT). Segundo a PF, a operação batizada de “Última Ratio” tem o objetivo de investigar possíveis crimes de corrupção nas vendas de decisões judiciais, lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e falsificação de escrituras públicas no Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul. Com base na investigação da PF, o STJ determinou o afastamento do exercício das funções públicas dos servidores, a proibição de acesso às dependências de órgão público, a vedação de comunicação com pessoas investigadas e a colocação de equipamento de monitoramento eletrônico. Em120 páginas, a PF detalha a investigação contra os magistrados. Há prints de conversas, negociações de recursos e pagamentos.
Pela decisão do STJ, ficam afastados das funções os desembargadores:
Essa investigação anterior levou a PF até os cinco magistrados investigados nessa ação.
Pela decisão do STJ, ficam afastados das funções os desembargadores:
- Sérgio Fernandes Martins; presidente do TJMS
- Sideni Soncini Pimentel; futuro presidente do TJMS
- Vladimir Abreu Da Silva; futuro vice-presidente do TJMS
- Alexandre Aguiar Bastos;
- Marcos José de Brito Rodrigues.
Essa investigação anterior levou a PF até os cinco magistrados investigados nessa ação.