O complicado momento vivido pela Intel, que se vê superada em meio aos concorrentes que avançam junto do “boom” da IA, pode ser contado começando por uma decisão tomada há quase 20 anos, conforme análise do jornal New York Times.
Em 2005, a Intel estava à beira de uma decisão crucial: adquirir a Nvidia, uma emergente empresa de chips gráficos, por até US$ 20 bilhões.
Apesar do potencial dos chips da Nvidia para se tornarem essenciais em data centers e inteligência artificial, o conselho da Intel rejeitou a proposta, temendo o alto custo e um histórico de aquisições malsucedidas. Esse foi um “momento fatídico”, pois a Nvidia se tornou líder em tecnologia de IA, enquanto a Intel luta para recuperar sua antiga glória no setor.
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Após uma série de falhas em projetos, como o Larrabee, que pretendia combinar design gráfico com arquitetura de chips, a Intel ainda não conseguiu estabelecer uma presença forte em IA, mesmo após aquisições como a Nervana Systems.
Sob a liderança de Patrick Gelsinger, a Intel está tentando recuperar seu status, mas a competição da Nvidia é intensa. Embora a empresa tenha avançado em tecnologia de fabricação e introduzido novos chips, muitos ainda são produzidos por terceiros, como a TSMC.
Agora, a Intel busca explorar oportunidades em IA em data centers, onde já tem uma presença significativa. No entanto, Gelsinger admite que a Intel está atrasada na corrida da IA e que a Nvidia continua liderando o mercado.
O post Na corrida das IAs, a Intel ficou para trás. Como isso aconteceu? apareceu primeiro em Olhar Digital.